sexta-feira, 27 de maio de 2016

A prisão da beleza



Fulana é bela, ciclana é linda! – Olha aquela menina, que perfeição, comenta outro. Presenciamos um mundo da objetificação do corpo, da beleza, das formas, dos contornos físicos explícitos e visuais das pessoas. O mundo contemporâneo, das relações líquidas, valora a beleza das coisas, da estética visual, está numa busca constante do tipo ideal de corpo, de um modo de apresentação dos contornos físicos que alcançam a concepção da beleza padronizada. É um estilo, expressado no corpo, que conforta, construído socialmente pelas mídias em cima de um modelo suprarreal de perfeição.

Essa modelização da beleza feminina alimenta a indústria da beleza, dos cremes, das academias, das loções, do mundo light e diet. Seu modelo de negócio não é a venda de alimentos, de produtos ou serviços, seu modelo de negócios é a venda de saúde. Saúde como sinônimo de beleza, de um corpo encantador, de um estilo que busca até no modo de vestir a atenção do outro. Estamos presenciando um fenômeno da superficialidade humana em que a indústria da beleza nunca lucrou tanto com essa caminhada interminável e quase inacabável. A indústria do consumo não tem interesse, de maneira alguma, em criar um produto salvador que almeje solucionar o problema estético. Quanto maior for o consumerismo, quanto maior for a dependência por diferentes tipos de produtos e serviços, melhor para o capital, maior os ganhos e maior a escala de crescimento.

A indústria soube muito bem se apropriar da construção social do corpo, ela compreendeu de forma muito clara que o mundo feminino e masculino está em permanente busca de um modelo de juventude, de um tipo ideal de corpo sacralizado na magreza, na rigidez dos músculos e na perfeição dos contornos. As pessoas estão aprisionadas nesta imagem da juventude. Não conseguem viver e aceitar a evolução natural da vida humana e tentam, a todo o momento, buscar artifícios para mascarar os traços que o tempo de vida lhes coloca como natural. O ser humano que sacraliza a imagem da juventude como objetivo de vida está certo de que será admirado(a) esteticamente somente quando se ajusta aos padrões de beleza do mundo contemporâneo.

A superficialidade da beleza do corpo é tão volátil que é necessário um grande esforço de tempo, de dinheiro e investimento demasiado para tentar obstruir o que os ciclos da vida tendem naturalmente a delimitar. Existem ações que estão em contramovimento em relação aos padrões estéticos como, por exemplo, um movimento de profissionais que dedicam horas de seu trabalho para fotografar pessoas em sua beleza natural, com as marcas do tempo e da vida. Isso são formas de resistência ao modelo imposto pela sociedade do consumo, algo compartilhado por indivíduos que se sentem excluídos ou reprimidos pela indústria da beleza e do consumo estético.

Os salões de beleza nunca estiveram tão lotados, em vista de produções faciais e embelezamento em vista da passagem de ocasiões festivas. Conforme dados da Associação Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) o setor teve um faturamento de R$42,6 bilhões em 2015. A indústria brasileira de cosméticos tem aumentado vertinosamente suas vendas em função da alta demanda de produtos ligados supostamente a saúde e beleza – altamente questionados por determinada vertente do mundo científico – e estima-se que representa mais de 2% do PIB nacional, sendo que o Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de cosméticos e produtos ligados à beleza.

As academias de musculação estão em constante ascensão, os nutricionistas estão entre os profissionais mais procurados pela preocupação com a maneira de se alimentar. Portanto, a beleza está diretamente ligada ao que consumimos. Isso também demonstra um contramovimento em busca dos alimentos orgânicos, integrais em detrimento dos enlatados, industrializados, açucarados, e tantos outros “ados”. Tudo em prol da beleza e da saúde.

A banalização do corpo ou a busca pelo corpo do tipo ideal é uma caminhada intermitente de insatisfação própria para o enquadramento no modelo visual que alimenta o ego do desejo e da banalidade da beleza. Quando a pessoa atinge esse modelo padrão, não pode se dar o luxo de relaxar no resultado conquistado, porque algumas distrações no tempo faz com que a beleza se esvaia – é como o cuidado de uma flor, a desatenção em regá-la com água, carência de luminosidade, além do próprio tempo natural, a fazem que ela murche. A beleza não é permanente, nem estática e quando alcançada não permanece até o infinito, pelo contrário, ela é passageira e afetada pela ordem cronológica do tempo. Nesse sentido, as pessoas lutam contra a ordem natural do envelhecimento, contra uma ordem que está sacralizada e é isso que movimenta a indústria bilionária da beleza.

Por sua vez, a sugestão deste texto é superar a concepção de beleza convencional imposto pela sociedade moderna. Kant, filósofo prussiano, propôs que o belo é uma construção do espírito do sujeito e não uma propriedade do objeto. Nessa alusão, a beleza não está ligada a questão física, mas em uma experiência humana, uma forma de sentir prazer além do visual, pelas características intersubjetivas do ser humano.

A beleza não representa a felicidade, assim como o dinheiro também não quando investido, somente, no prazer individual. A corrida pela beleza estipulada pelo mundo do consumerismo moderno é uma forma de permanente insatisfação com os desajustes do seu corpo perante o modelo tipo ideal veiculado pelas mídias e pelas próprias pessoas que se adaptam ao estilo de perfeição e ostentam, em especial, essa espécie de prazer pelas redes sociais. A beleza é fluída, líquida e não coordena a ordem da consciência moral e ética, ela apenas transmite uma funcionalidade para os ganhos de capital e para o estímulo do desejo do ser humano, mas não é definitivamente um modelo universal de felicidade e da melhor maneira do viver humano. Portanto, a beleza em si não pode ser objetificada, mas intersubjetivada no espírito do ser humano e nas suas experimentações sociais porque a verdadeira beleza não pode ser vista, apenas, sentida e experimentada.  


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sexta-feira, 25 de março de 2016

O menino, o ônibus e o livro


 
Foto: Editada de Depositphotos

Hoje, como faço diariamente, sigo via transporte público para a faculdade. Geralmente, escolho assentos (quando ainda há vagos) no final do ônibus porque, na maioria das vezes, ingresso em horário de pico – uso essa estratégia para facilitar o desembarque. Nesta terça-feira, sento, portanto, na segunda fileira, de trás para frente.

Em determinado momento do trajeto, a menina que está do meu lado desembarca e o banco fica vago por alguns instantes. A senhora que está em pé, ao lado banco, faz a opção de não sentar e, do modo que estava parada, ela ocultava a visão desta vaga aos demais passageiros.

Entre as pessoas surge um menino, com 10 anos (aproximadamente), usando uma roupa esportiva (tênis de passeio, calça de malha e camiseta). O menino possuía uma bolsa de poliéster esportiva de cor vermelha que, comumente, os atletas usam para carregar fardamentos, tênis, caneleiras e outros apetrechos para jogos de futebol.

Ao lado da cena estavam sentados jovens estudantes que conversavam entre eles e outros mexendo no celular (WhatsApp e Facebook). Eu, particularmente, gosto de viajar lendo algum material, seja livro, apostilas ou alguma coisa que me chama atenção para aproveitar o tempo. No entanto, neste momento, apenas segurava minha mochila, pois os bancos do ônibus são muito próximos e desconfortáveis para segurar um livro ou fazer anotações (que é minha forma predileta de aproveitar os textos). Porém, nesse tipo de situação, o ato de segurar um livro atrapalha o conforto de quem senta ao meu lado.

O garoto senta, abre sua bolsa esportiva e, quando todos pensavam que ele retiraria dela um tênis, uma roupa ou até o seu smartphone, eis a surpresa: ele toma um livro razoavelmente grosso (penso que em torno de 400 páginas), abre na página marcada (da metade para o final, acredito que estava próximo dos 75% de leitura já realizada) e começa a ler.

Os jovens que estavam conversando sobre assuntos diversos interrompem suas abstrações, com um breve silêncio. O momento foi uma mistura de sentimentos – primeiramente, de surpresa com o ato e, posteriormente, um certo orgulho do menino. Olhamos uns para os outros e sorrimos, como se nossos olhares queriam dizer algo do tipo: “Cara, ele está lendo!”, “Que massa!”. Os comentários não demoraram a surgir. Do mesmo modo, nossos olhares denunciavam que deveríamos seguir seu exemplo, que estávamos devendo para nós mesmos, que nós também poderíamos melhorar enquanto indivíduos na sociedade.

O ato de abrir e ler livro num ônibus de transporte público municipal, por um menino muito jovem, demonstrou para aquele público restrito, uma situação inusitada, uma novidade. Talvez, caso fosse um adulto, isso seria considerado, no mínimo, algo normal. Porém, para aquele garoto, num mundo em que a tecnologia, as redes sociais e as informações digitais são muito tentadoras nos mostrou uma lição muito cara a todos nós – talvez, de vez em quando, entre uma viagem e outra, em lugares inusitados, um livro faz muito bem a você e as pessoas que nos cercam.

O menino seguiu lendo a obra que, naquele capítulo, em especial, grifava sobre o glossário dos antigos mitos gregos. Sensacional, um menino que lê sobre mitos gregos! Raridade!?!

Próximo do local de seu desembarque, o menino fechou o livro, buscou na sua bolsa seu smartphone preto, olhou o horário, e guardou-o novamente. Desceu do ônibus e, entre as pessoas, seguiu seu caminho.

Moral da história: Ainda temos muito que aprender com as crianças!

Baseado em fatos reais.
Santa Maria, 22 de Março de 2016.




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domingo, 20 de março de 2016

Apresentação do v. 23, n. 1, jan./mar. 2016 da Revista Extensão Rural



 

Por ─ €zeqµiel ®edin


Em pleno início de ano letivo, a equipe da Revista Extensão Rural tem trabalhado permanentemente. Aos poucos, nosso trabalho árduo tem apresentados avanços consideráveis, como aumento substantivo do QUALIS e o acréscimo de áreas avaliadas pela CAPES.

Nestes últimos anos, o comprometimento de toda a comunidade científica em torno desta revista tem sido notável, por isso, temos a certeza que o reconhecimento, aos poucos, se deve ao esforço conjunto de todos os colaboradores. Por isso, nunca será cansativo para nós agradecer imensamente o trabalho de todos os avaliadores, a equipe editorial, os autores, a bolsista, ao DEAER, ao PPGExR, a UFSM e todos que, de uma forma ou outra, tornam possível a publicação da Revista Extensão Rural.

Não há sentimento mais gratificante do que compartilhar com nossos pares esta publicação histórica. Os estudos rurais no Brasil têm contribuído significativamente para o avanço das políticas públicas no país, bem como, os autores da Extensão Rural têm participado dos principais espaços que pensam, articulam e formulam políticas de extensão e desenvolvimento rural em nível mundial, nacional, estadual, regional e municipal.

Os nossos avanços científicos são palpáveis e tangíveis. Postular o Qualis B2 na última avaliação da CAPES é considerado como um grande progresso pela equipe de editores deste periódico. É claro que não estamos satisfeitos. Embora, consideramos que é uma excelente meta atingida estamos trabalhando para que a revista galgue espaços internacionais. E, nesta edição, novamente trazemos a tona artigos com pesquisas para além de nossas fronteiras.

Portanto, informamos que está disponível a edição 2016-1 da Extensão Rural (Santa Maria).

Nesta edição, a revista oferece sete artigos. Dois grandes trabalhos representam o avanço das fronteiras deste periódico, com a abrangência de temas tão caros a Extensão Rural originárias de reflexões de exímios pesquisadores da Argentina que contribuíram para um belo avanço nas publicações sobre a Extensão Rural. Consolidam a qualidade deste número, os pesquisadores brasileiros que apresentam grandes pesquisas que atravessam os limites geográficos de nosso país – do nordeste ao sudeste do Brasil, fechando com investigações no sul – trazem reflexões sobre a formação do extensionista rural, a pecuária familiar, a qualidade da produção de queijos artesanais, as representações sociais do território e a formação de preços da pecuária bovina.

Para abrir o primeiro número da Extensão Rural, apresentamos o artigo dos pesquisadores Marco Antônio Gomes dos Santos, Irenilda de Souza Lima e Renata Sá Carneiro Leão. Os autores têm por objetivo analisar a formação técnico-profissionalizante de nível pós-médio em cursos técnicos ligados à Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) em Pernambuco. Este trabalho ratifica que o ensino de Assistência Técnica e Extensão Rural, fora do âmbito da pós-graduação em Pernambuco, continua marcado pela Teoria de Difusão de Inovações e por métodos cartesianos de ensino, concluem os autores

Na sequência, María Inés Mathot y Rebolé e Fernando Landini analisam a construção, apropriação e utilização de salas de elaboração por parte de agricultores familiares da província de Misiones (Argentina) no contexto de um projeto apoiado pelo Estado. Nesta pesquisa identificou-se que os agricultores familiares mencionaram numerosos obstáculos, sendo o mais relevante o fator econômico. Para estas famílias rurais, o acompanhamento técnico foi um recurso valioso, tendo um papel fundamental na finalização das salas de ordenha.  

O terceiro artigo é assinado por Jeremías Otero e Dardo Selis. A pesquisa trata de um tema de grande envergadura que envolve a história das publicações sobre a Extensão Rural. Os autores se concentram na revista "Extensión en las Américas" que começou a ser publicado em 1956. Nesta revista, foi verificada a presença predominante dos autores americanos nos artigos com conteúdo conceitual e um lugar privilegiado nos EUA nos pontos de vista dos editores, elementos que demonstram a hegemonia exercida em nível conceitual no campo da Extensão Rural na América Latina no período analisado, concluem os autores.

O quarto trabalho é escrito por Marcelo Porto Nicola e Flávia Charão Marques. O artigo visa analisar as dinâmicas sociotécnicas na pecuária familiar gaúcha realçando a relevância das experiências de desenvolvimento rural em comunidades de pecuaristas familiares no Rio Grande do Sul. Os autores defendem que a transição em direção a sistemas produtivos que garantam a perpetuação da multifuncionalidade das áreas campestres (e os próprios campos em sua diversidade biológica) passa pelo estabelecimento de espaços que protejam comunidades e regiões de pecuaristas familiares, valorizem a coprodução homem-natureza, testem e reconfigurem recursos nativos locais para a promoção do bem estar socioeconômico e preservação ambiental. Por último, os pesquisadores clamam por políticas públicas efetivas e contínuas valorizando e incorporando as diversidades ecológicas, econômicas, sociais e culturais presentes no rural.

Em seguida, o quinto artigo é assinado por Gabriela e colaboradores. O trabalho objetivou avaliar as boas práticas de fabricação na produção de queijos artesanais em Teixeiras-MG. Entre os vários resultados, todas as amostras de queijo apresentaram valores de coliformes conforme estabelecido pela legislação vigente. Por outro lado, contagens de aeróbios mesófilos, coliformes a 30°C e 45°C e bolores e leveduras apresentaram valores superiores nas mãos do ordenhador quando comparado ao manipulador de alimentos.  Como os resultados indicam que um dos maiores problemas de contaminação esteve na ordenha, é necessário que os ordenhadores sejam treinados e conscientizados da importância das Boas Práticas de Fabricação, ressaltam os autores. Este artigo traz importantes contribuições para a qualidade dos alimentos, um tema deveras importante para a segurança alimentar.

O sexto artigo, escrito Alair Ferreira de Freitas e Alan Ferreira de Freitas, objetiva compreender como as representações sociais condicionam os processos de desenvolvimento territorial no Território Serra do Brigadeiro (TSB). O trabalho revelou que as relações entre atores e deles com os processos instituídos com as políticas púbicas são inerentes às representações sociais que constroem sobre a realidade, concluem os autores.

O último artigo que finaliza esta edição é elaborado por Mateus Boldrine Abrita, Allan Silveira dos Santos e Gercina Gonçalves da Silva. O artigo analisa como os rendimentos reais dos trabalhadores assalariados, as exportações e o abate de vacas interferem no preço da arroba do boi gordo no Brasil no período de 1995 até 2014. Os resultados apontam que todas as variáveis impactam o preço da arroba do boi gordo de acordo com a lógica econômica. As exportações e os rendimentos impactam positivamente os preços, já o abate de fêmeas, impacta negativamente no curto prazo e positivamente no médio prazo, afirmam os autores. Esse artigo fecha o primeiro número da Revista Extensão Rural em 2016.

Desejamos a todos uma boa leitura e grandes reflexões para futuras pesquisas!

Agradecemos seu interesse e apoio contínuo em nosso trabalho, desejando que continuem a divulgação e a indicação do periódico Extensão Rural em suas instituições e redes de cooperação acadêmica, visando torná-la cada vez mais um periódico visível e de utilidade pública no Brasil e no exterior.

Em 2016 são quatro edições para comemorar vinte três anos de publicações científicas. Faça parte desta história. Envie sua contribuição científica. Acesse nosso portal aqui.

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O Periódico Extensão Rural (Santa Maria) agradece a todos os autores, pareceristas, leitores e parceiros que contribuem inestimavelmente para a qualidade de nossa publicação científica.


│Da série: 23 #‎ANOS da Extensão Rural │Revista Extensão Rural – jan./mar. 2016.

Revista Extensão Rural (Santa Maria) – um periódico científico do Departamento de Educação Agrícola e Extensão Rural (DEAER) do Centro de Ciências Rurais (CCR) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Sumário
1 – A formação do extensionista rural: desafios no ensino técnico profissional em Pernambuco
Marco Antônio Gomes dos Santos, Irenilda de Souza Lima, Renata Sá Carneiro Leão

2 – Apropiación y uso de salas de elaboración por parte de agricultores familiares de la Provincia de Misiones, Argentina
María Inés Mathot y Rebolé, Fernando Landini

3 – La Revista "Extensión en las Américas". Influencia de los EUUU em los servicios de extensión rural latinoamericanos
Jeremías Otero, Dardo Selis

4 – Transições em direção ao uso sustentável e conservação dos campos sulinos gaúchos: o lugar da pecuária familiar
Marcelo Porto Nicola, Flávia Charão Marques

5 – Queijos artesanais: qualidade físico-química e microbiológica e avaliação das condições higiênico-sanitárias dos manipuladores e ambiente de produção
Gabriela Rigueira Miranda, Ana Márcia Souza, Aurélia Dornelas de Oliveira Martins,
Elaine Souza Cocaro, José Manoel Martins

6 – Representações sociais como condicionantes dos processos de desenvolvimento territorial
Alair Ferreira de Freitas, Alan Ferreira de Freitas

7 – O uso do modelo VAR na determinação do preço de bovinos vivos no período de 1995-2014
Mateus Boldrine Abrita, Allan Silveira dos Santos, Gercina Gonçalves da Silva

Revista Extensão Rural (Santa Maria)
ISSN impresso: 1415-7802
ISSN on-line: 2318-1796