sábado, 18 de novembro de 2017

A governança corporativa nos agronegócios: a busca pela perpetuidade do negócio rural familiar


Bacharel em Direito (UNIFRA) e 
Pós-graduando em Gestão Financeira pela Faculdade Metodista de Santa Maria (FAMES)
E-mail: marcelom.rod87@gmail.com

Transparência. Essa é a palavra que rege a implementação de um modelo de Governança Corporativa em uma empresa, independente da área em que ela está inserida. Para essa transparência ser alcançada, pois ela deve conduzir a gestão das empresas familiares, é necessário um processo claro e periódico de prestação de contas, envolvendo os principais interessados na gestão do negócio familiar.

Governança Corporativa é o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas, segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC.

Embora exista ainda um entendimento de que Governança Corporativa seja algo voltado para empresas de capital aberto, a implantação desse serviço em empresas menores e de capital privado vem ganhando destaque nos últimos anos. No campo dos agronegócios estão começando a abrir os olhos para essa necessidade.

A implantação de um sistema capaz de auxiliar na organização da família, propriedade e gestão, ajuda a garantir a transição de gerações, sucessão na propriedade e na gestão, acesso a capital e geração de valor, cooperando de tal modo, para a longevidade das empresas familiares.

Alguns dados colaboram para demonstrar a importância da Governança Corporativa em empresas rurais familiares:
  •  Mais de 80% dos negócios familiares não chegam à terceira geração;
  •  07 de cada 10 empresas não dispõem de procedimentos para resolver conflitos familiares;
  •  Somente cerca de 20% das fortunas brasileiras atuais são herdadas. A maioria se perde em conflitos familiares, que poderiam ser evitados.

Empresas familiares que sobrevivem às gerações, em geral, são aquelas que se preparam para enfrentar os desafios da convivência societária familiar. A prevenção desses conflitos é feita através da Governança Corporativa, que possibilita o entendimento e a perpetuidade do negócio familiar, evitando disputas familiares que muitas vezes chegam ao judiciário.

Nos dias atuais, a prevenção é essencial. Deixar para se preocupar com um conflito na empresa, somente após esse conflito já estar instaurado, gera perda de tempo, dinheiro e desgasta os colaboradores da empresa familiar, prejudicando os negócios. Assim como TRANSPARÊNCIA, a palavra PREVISIBILIDADE também deve fazer parte do manual da empresa familiar rural. Prever conflitos é uma forma de lidar com eles, e evitá-los se torna mais fácil, daí a importância da Governança Corporativa.

Alguns desentendimentos característicos de empresas rurais familiares são a respeito da possibilidade de os agregados (noras, genros e cunhados) participarem ou não do negócio. É importante que isso seja decidido antes de um conflito existir.

A Governança se torna uma gestão de riscos, evitando futuros conflitos. São desenvolvidas recomendações objetivas, com a finalidade de preservar e aperfeiçoar o valor da organização, facilitando seu acesso ao capital e colaborando para a sua longevidade. A preocupação é criar um conjunto eficiente de mecanismos, a fim de certificar que a conduta dos administradores e familiares estejam sempre alinhada com o melhor interesse da empresa.

O planejamento sucessório é essencial nas empresas rurais familiares, e a Governança Corporativa se torna uma ferramenta essencial para esse planejamento se tornar eficiente. A profissionalização da empresa garante sua perpetuidade e seu crescimento.

John Davis, professor da Harvard Business School e reconhecido como uma das maiores autoridades em gestão de empresas familiares no mundo, afirma que a sucessão da liderança nas empresas familiares é uma questão bastante complexa e que merece atenção especial.

Uma pesquisa divulgada pela PricewaterhouseCoopers (PwC) mostrou que as empresas familiares estão se preparando melhor e progredindo no caminho da estruturação. No Brasil, a análise da PwC é de que as empresas familiares serão um extraordinário ponto de alavancagem da economia, já que são tradicionalmente grandes empregadoras.

Algumas práticas que fazem parte do modelo de Governança Corporativa serão listadas abaixo:
  • Protocolo Familiar: É um compromisso com a profissionalização. Registra o compromisso dos membros da família em torno de agendas comuns, que devem ser identificadas em encontros e reuniões.
  • Acordo de Sócios: Nele são tratadas uma série de questões que podem gerar conflito entre os sócios e para os quais são estabelecidas, de maneira prévia, regras e condutas.
  • Conselhos de Sócios e de Administração: O conselho de sócios é o órgão máximo que elege os administradores e a quem eles prestam contas de seus atos. Nas empresas familiares, normalmente os chefes são os pais, porém é comum não haver uma estrutura que garanta a sucessão de uma forma organizada, o que pode gerar disputas desnecessárias. O conselho garante essa organização.
  • Formalização de negócios: Nas empresas familiares é extremamente comum os pais comprarem bens e colocarem no nome dos filhos, e remunerarem familiares de maneira informal. Formalizar as operações e remunerações é uma forma de garantir a perpetuidade do negócio.

A Governança Corporativa se mostra de extrema relevância para empresas rurais familiares. E sua implantação ganha cada vez mais espaço no cenário nacional. Qualquer modelo de evolução das organizações mexe muito com as pessoas envolvidas e depende especialmente delas. Numa empresa tipicamente familiar, o salto para a complexidade e a modernidade certamente exigirá ajustes no perfil do fundador, de seus sucessores e dos gestores.

Por isso, a contratação de consultorias especializadas em Governança Corporativa é o melhor caminho para uma implantação correta e que traga grandes resultados.

Esse texto possui direitos autorais.
Copyright © Marcelo Matte Rodrigues
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sábado, 11 de novembro de 2017

Juízo de valor: entre o sucesso e a falência de uma organização



Autor: Edgar Pereira Salgueiro 
Acadêmico do curso de Administração da Faculdade Metodista de Santa Maria 

E-mail: edgar_salgueiro@yahoo.com.br


Venho descrever um caso de juízo de valor que acontece com várias pessoas e que se repetem na maioria das empresas. Este foi um acontecimento onde presenciei o fato dentro da organização na qual trabalho há quase 15 anos. Neste ofício, temos como objetivo principal o atendimento ao público e efetuamos mais dez mil atendimentos por mês, portanto, é preciso possuir regras claras e bem definidas, além do que se trata do ramo de comércio e com alto fluxo de pessoas, é necessário estar extremamente atento as nossas abordagens. Caso errarmos em 0,01% os danos e prejuízos serão enormes, fato que irá acarretar 10 pessoas por mês insatisfeitas saindo de nossa empresa. A lei do “boca a boca” não perdoa, a empresa sofrerá um descrédito que será muito difícil recuperar e até mesmo pode conduzir ao seu fechamento. Então, observem a importância de estarmos atentos para que não haja juízo de valor em nossos atendimentos.

Entretanto, como mencionei anteriormente, as empresas estão sujeitas a erros, por serem geridas e ter seu funcionamento determinado por pessoas. Todo ser humano está propenso a erros e cada um traz consigo um juízo de valor seja por classe econômica, raça ou por credo. Assim, a organização, junto com seus gestores, precisa estar alinhada para observar seus colaboradores e os processos desenvolvidos.

Mesmo com um vasto conhecimento e propósitos bem definidos ocorreu um caso de juízo de valor com uma cliente que estava com roupas simples. É possível descrever sua aparência pela vestimenta, com um chinelo de dedos comuns, saia batida, uma blusa que mais parecia um pijama e com o cabelo aparente de quem recém havia levantado da cama. Esta cliente entrou na loja e o vendedor desdenhou o atendimento por esse motivo. Nisso ela ficou olhando a loja e perguntava o preço para os vendedores que, somente, passavam por ela, sem nenhuma atenção maior.

Foi neste momento que percebi o que estava acontecendo. Observei que a cliente já estava na loja há uns 10 minutos, sozinha, e somente olhando produtos de “alta linha”. Então eu poderia ter dois pensamentos: a) ela tem um sonho de ter e estava somente “namorando” o produto, mas, nem por isso não merecia um atendimento personalizado, ou b) ela tem um gosto apurado e um conhecimento sobre o material em que estava analisando. Sinceramente, a segunda opção foi a que mais me atentou, pois a forma com que ela tocava e se movia dentro da loja me fez perceber que ela queria e podia consumir aquela mercadoria.

Foi então que me aproximei dela e me coloquei a disposição para atendê-la, no meio do atendimento, entre uma conversa e outra, fomos criando uma maior aproximação e “quebrando o gelo”. Foi durante a conversa que ela me contou que era Psicóloga há mais de 20 anos, que já trabalhou para o governo no Rio de Janeiro e morava num apartamento no calçadão de Santa Maria, ou seja, no centro da cidade que é um dos lugares com o metro quadrado mais valorizado do centro do Estado do Rio Grande do Sul. Passado aproximadamente, 1h entre a compra e a conversa informal ela me confessou que havia percebido que as vendedoras estavam desdenhando ela pela sua aparência (“ela sentiu isso”), mas que não deu “muita bola”, “pois é maior que isso”, porém, que com certeza nunca mais voltaria na loja. Ela estava chegando do Rio de Janeiro precisando realizar as compras, sendo que a linha de produtos que ela buscava somente havia encontrado ali. No entanto, o que mudou o contexto, foi após dar atenção a ela, pois como psicóloga ela sabe medir o alcance das pessoas, e, por sua vez, me falou também que se acostumou a vestir-se daquela forma, porque achou confortável o estilo carioca, mais “solto”, e fez com que ela se adaptasse aquelas roupas menos formais.

No desenrolar da história, nesse tempo em que ficamos juntos na loja, várias vendedoras aproximaram-se oferecendo ajuda, isso porque viram que ela estava separando produtos de altíssimo valor, mas obviamente não quis e continuei sempre ao seu lado dando atenção. Concluímos a compra, ela pagou no débito um valor em torno de 12 salários mínimos. Como a casa dela ficava em uma distância de duas quadras da loja e os produtos deram bastante volume em compras, ofereci os rapazes para ir junto com ela para levar suas compras e também fui acompanhando. Confesso que já curioso para ver onde ela morava, então, a surpresa foi maior ainda: era um apartamento, além de ser central, extremamente luxuoso, tudo era novo, lindo e de bom gosto.

Para nós ficou uma grande lição, tanto no âmbito pessoal quanto no âmbito profissional. No pessoal, nos agregou muito e nos ensinou a dar valor a todos independentemente da cor, roupa, etnia, religião e costumes. No campo profissional, nos mostrou que com esse tipo de atitude, calcado no juízo de valor, pode até levar uma organização à falência.

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Esse texto é resultado de uma atividade da disciplina de Gestão de Pessoas I, ministrada pelo Professor Ezequiel Redin, do curso de Administração da Faculdade Metodista de Santa Maria (FAMES).  



Esse texto possui direitos autorais
Copyright © Edgar Pereira Salgueiro
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sábado, 4 de novembro de 2017

Nova edição do Periódico Extensão Rural (Santa Maria) - 2017-3




Por ─ €zeqµiel ®edin 

👉 O periódico Extensão Rural da Universidade Federal de Santa Maria está construindo um grande legado nos estudos rurais no Brasil. Essa revista não nasceu ontem, são 24 anos de publicações científicas. Nosso salto nos últimos sete anos demonstra o empenho da comissão editorial com uma revista que privilegia a qualidade científica acima de tudo. Estamos em um processo de downsizing no que se refere a quantidade de autores em cada publicação. É um momento ímpar da nossa trajetória, comemorando um grande salto nos indicadores com 17 indexadores e 17 áreas científicas avaliadas no QUALIS CAPES. Apesar de nossa equipe valorar imensamente os indicadores específicos da pós-graduação, nossa linha editorial não preza pela quantidade. Publicamos poucos artigos, porém publicamos muito em contribuição. Esse é o nosso alinhamento editorial.

Nossa escolha é em prol de um projeto ambicioso de fazer da revista Extensão Rural (Santa Maria) um dos principais veículos de comunicação e divulgação científica do mundo. Nosso trabalho enfrenta grandes desafios como, em especial, a carência de recursos para impressão de nossas revistas e os editores trabalhando de forma voluntária, sem nenhum intento financeiro. Tudo em prol de um projeto, por acreditar que a Revista deve angariar graus de qualidade de forma crescente. Por isso, os graus de exigência na seleção de artigos têm aumentado consideravelmente. Desse modo, solicitamos a compreensão dos autores sobre nossas exigências, porque é preciso avançar e para avançar é preciso aumentar as exigências sobre os trabalhos que realmente avancem em direção à fronteira do conhecimento. 




💻 Em 2017 entregamos à comunidade científica o nosso terceiro número da Extensão Rural. Apesar das dificuldades que passamos em 2016 e que se perpetua em 2017, isso não nos impediu de avançar em nossa consolidação e crescimento no âmbito das publicações científicas no Brasil e fora dele.

⭐ Em nossa rede social divulgamos uma citação do artigo do pesquisador Pedro de Hegedus, Professor adjunto da Universidad de La Republica, intitulado: “El papel de la UFSM y su Programa de Posgrado en Extension Rural en el Mercosur” publicado no periódico Extensão Rural (Santa Maria), no terceiro número de 2016:

“(…) La Revista de Extensión Rural de la UFSM, que se publica desde 1993 al presente, y que es una de las mejores revistas en Extensión Rural que existen en America Latina y el mundo. No es poca cosa este esfuerzo!” (HEGEDUS, 2016, p. 34).  🥇 

📌 A equipe do periódico Extensão Rural agradece a cada um de vocês que acredita no potencial de nosso trabalho e da nossa seriedade enquanto publicação científica no Brasil. A nossa consolidação e crescimento passa por toda essa rede de pesquisa. O nosso muito obrigado! 

📚 É com esse pensamento que entregamos a revista com sete artigos. Consolida a qualidade deste número, debates sobre a eficiência na literatura da extensão rural; a contribuição da indicação geográfica para frutas tomando como fontes de inspiração casos da Europa e do Brasil; e as reflexões sobre a inovação e a Agroecologia na agricultura familiar de Tocantins. A edição conta com um debate muito contemporâneo que trata de um estudo da avaliação da sustentabilidade em agroecossistemas. Outro paper trata da gestão da qualidade nos laticínios de micro e pequeno porte do Paraná. Além disso, nosso número apresenta e discute as tecnologias educacionais em rede como mediadoras do ensino-aprendizagem da Agroecologia; além de investigar sistemas locais de ação pública e a sua origem nas redes sociotécnicas. Os temas dessa edição são recorrentes nas publicações internacionais e tem delimitado as ações da sociedade civil, do Estado e demais agentes de desenvolvimento no Brasil. Que este número possa contribuir para os estudos e ações efetivas no mundo rural brasileiro. 

Para não nos alongarmos na apresentação, desejamos a todos uma boa leitura e grandes reflexões para futuras pesquisas! 🎉 Acesse nosso novo número aqui




📖 Em 2017 são quatro edições para comemorar vinte quatro anos de publicações científicas. Faça parte desta história. Envie sua contribuição científica. Acesse nosso portal aqui!

O Periódico Extensão Rural (Santa Maria) agradece a todos os autores, pareceristas, leitores e parceiros que contribuem inestimavelmente para a qualidade de nossa publicação científica. 

📖 Extensão Rural (Santa Maria) – um periódico científico do Departamento de Educação Agrícola e Extensão Rural (DEAER) do Centro de Ciências Rurais (CCR) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 

📢Extensão Rural – abr./jun. 2017. 

Sumário


3 – Novo programa, novos atores:inovação e agroecologia na agricultura familiar do Tocantins 
Diego Neves de Sousa, Flávia Charão-Marques, Hellen Christina de Almeida Kato

4 – Avaliação da sustentabilidade em agroecossistemas:formação conceitual e aplicação a uma realidade regional 
João Carlos Costa Gomes, Luiz Augusto Ferreira Verona, José Ernani Schwengber, Gustavo Crizel Gomes

5 – Realidade da gestão da qualidade nos laticínios de microe pequeno porte da região dos Campos Gerais – Paraná 
Tiago Henrique de Paula Alvarenga, Juliana Vitória Messias Bittencourt, Carlos Manuel Taboada Rodriguez

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Frases de Pierre Bourdieu


Sistematizei para os leitores do Blog Ezequiel Redin Online algumas frases, derivadas dos meus estudos sobre Pierre Bourdieu. Além delas, elaborei banners digitais para vocês. Usem e abusem, mas, por favor, citem a fonte deste blog.

“O amor é dominação aceita, não percebida como tal e praticamente reconhecida, na paixão, feliz ou infeliz”. – Pierre Bourdieu (1930-2002). 


"A maldição das ciências humanas talvez seja o fato de abordarem um objeto que fala".  – Pierre Bourdieu (1930-2002)

“Não há democracia efetiva sem um verdadeiro poder crítico”. – Pierre Bourdieu (1930-2002)

“Nem todo mundo tem os instrumentos da produção da opinião pessoal. A opinião pessoal é um luxo”. – Pierre Bourdieu (1930-2002)

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Fórum sobre Agroindústrias Familiares Rurais no Vale do Jaguari



A Pós-graduação em Agronegócios esteve participando nesta quarta, dia 25 de outubro, no fórum de debates: “Agroindústrias no Vale do Jaguari”. O fórum integra a III Semana Tecnológica de Produção Alimentícia do Instituto Federal Farroupilha - São Vicente do Sul (IFFAR – SVS).

Durante o dia 25, o fórum proporcionou a troca de experiências sobre o caso das agroindústrias familiares rurais de Crissiumal, através da figura do ex-prefeito Walter Luiz Heck, que contou como aconteceu o processo de criação de um legado de agroindústrias que, atualmente, agregam valor aos produtos do meio rural do município, colocando Crissiumal como uma das principais referências nacionais sobre as experiências dessa estratégia de desenvolvimento rural. Heck contou que ele já ministrou 1.204 palestras pelo Brasil sobre essa experiência e que esse processo somente teve êxito com as inúmeras parcerias realizadas pela gestão pública e as organizações responsáveis pelo desenvolvimento rural em seu território. 

Posteriormente, Maria Elisabete Colpo Uberti, agricultora, contou sobre as experiências de uma agroindústria familiar rural que é administrada apenas por mulheres e seus desafios no sentido de produzir, compreender e aplicar a legislação e comercializar os produtos da agricultura familiar em Santiago, RS. Adiante, foi realizada a exposição do extensionista Cláudio Cunha (Emater-RS) que contou sobre suas experiências com a participação e da reestruturação do Território Central da Cidadania, bem como as ações de desenvolvimento territoriais coletivas na região.


O evento contou com a participação de representantes da gestão pública, extensionistas da Emater, Secretarias de Desenvolvimento Rural, professores especialistas no rural brasileiro, agricultores e agricultoras, estudantes e diversos vereadores e vereadoras da região do Vale do Jaguari no estado do Rio Grande do Sul. Esse coletivo busca a construção de propostas de gestão de políticas públicas e do desenvolvimento para a região. A mediadora dos debates foia professora Simone Bochi Dorneles (IFFAR – SVS).

O evento teve apoio da Pós-graduação em Agronegócios da Faculdade Metodista de Santa Maria (FAMES), e do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O espaço se constitui como um evento preparatório para a III Conferência Internacional Agricultura e Alimentação em uma Sociedade Urbanizada, a AgUrb. A realização dos eventos na região central do estado tem participação da Pós-Graduação em Agronegócios da Faculdade Metodista, através de uma parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul.